Seu Pet pode doar sangue e salvar vidas !

Cães e gatos vítimas de atropelamento, intoxicação e câncer têm na transfusão de sangue uma esperança para sobreviver.

charlie

O problema é que esse tipo de doação ainda não se tornou uma prática  comum entre os donos dos animais, o que significa nem sempre ter sangue disponível quando um bicho precisa.

A dificuldade também é maior porque os cães têm mais de 13 tipos diferentes de sangue, sendo seis os tipos com mais demanda. Isso significa que, quanto maior a variação, maior é a dificuldade de encontrar um doador compatível. O mesmo, no entanto, não acontece com os gatos porque eles têm apenas três tipos.

Tipos Sanguíneos:

Cães:

Em cães os grupos sanguíneos são classificados pela sigla DEA ( Dog Erythocyte Antigen ). Podem estar presentes no animal combinados entre si.

– DEA 1 ( DEA 1.1, DEA 1.2, DEA 1 negativo )

– DEA 3 ( DEA 3 positivo, DEA 3 nulo )

– DEA 4 ( DEA 4 positivo, DEA 4 nulo )

– DEA 5 ( DEA 5 positivo, DEA 5 nulo )

– DEA 6 ( DEA 6 positivo, DEA 6 nulo )

– DEA 7

– DEA 8

Idealmente apenas os cães negativos para DEA 1.1 deveriam ser utilizados como doadores, ou transfundirem apenas para receptores DEA 1.1. No entanto DEA 1.1 e DEA 4 são os tipos mais prevalentes e por isso são usados com menos riscos. Cães ao mesmo tempo negativos para DEA 1.1 e positivos para DEA 4 são considerados doadores universais porquê o DEA 1.1 é muito imunogênico e o DEA 4 é o tipo mais prevalente nos cães.

Os anticorpos contra os antígenos presentes nas hemácias resultam da exposição natural ( aloanticorpos ), experimental ou acidental ( adquiridos ) do indivíduo aos antígenos que não fazem parte da estrutura de suas células.

Acredita-se que os cães não possuam uma quantidade de aloanticorpos naturais e por isso é incomum que a primeira transfusão sanguínea entre dois cães com tipos sanguíneos desconhecidos, mesmo diferentes, promova reações transfusionais.

Gatos:

Nos gatos existem três tipos sanguíneos: A, B e AB.

Todos os gatos do tipo B possuem aloanticorpos naturais contra o tipo A.

Os gatos do tipo A têm aloanticorpos naturais contra o tipo B, mas em pequena titulação e com menor poder de ligação.

Os gatos do tipo AB são considerados sem aloanticorpos naturais contra A ou B.

Particularidades:

– Os gatos do tipo A ou B são os que podem desenvolver reação hemolítica transfusional.

– Isoeritrólise neonatal felina ocorre durante a fase de amamentação de filhotes cujo sangue pertence ao tipo A ou AB nascidos de uma fêmea tipo B. A reação é causada pelos aloanticorpos anti-A da fêmea que são transferidos aos filhotes pelo colostro ou leite durante o primeiro dia de vida.

– O teste de compatibilidade e a tipificação sanguínea nessa espécie são de grande importância para se prevenir reações transfusionais.

Acredita que, quanto mais o dono se preocupa com a saúde de seu mascote, mais ele poderá ajudar a salvar outros animais, devido ao fato de estarem mais informando a respeito da saúde dos seus Pets ao avanço tecnológico na área da medicina veterinária. Antes, quando um animal precisava de sangue, perguntava-se ao dono: “Você conhece alguém que tenha um Pet  que possa doar? Fazendo um processo imediato de transfusão: saía de um bicho e ia para o outro.

Hoje em dia, devido ao avanço da  tecnologia permite-se transformar uma bolsa de sangue em outras três: uma com concentrado de hemácias, outra com concentrado de plaquetas e, por último, a com plasma. O tempo de estocagem e conservação desse material também aumentou e pode variar de 21 dias a um ano.

Como doar

Donos de cães e gatos que se sensibilizaram e desejem levar o seu bichinho para contribuir precisam saber que, assim como os humanos, cães e gatos precisam preencher alguns pré-requisitos para poder doar sangue.

Para os cães, a primeira exigência é ter um temperamento dócil,  “A gente não seda o animal, o cachorro deve ter entre 1 e 8 anos, estar com 25 kg ou mais, ser vacinado e vermifugado, estar sadio e não estar prenhe.

Os critérios para ser doador são praticamente os mesmos para os gatos, só o peso que muda: o animal deve ter no mínimo 4,5 kg. Os felinos, no entanto, precisam ser sedados, pois dificilmente ficam parados por conta própria.

 
Os animais não sofrem durante a doação de sangue !

Muitos donos podem ainda estar se perguntando se o sangue retirado pode fazer falta ao animal, a resposta mais logica pra essa pergunta e NÃO, um cão leva 21 dias para repor o sangue retirado e a doação só pode ser repetida a cada dois meses.

Levar seu cão para doar sangue significa também  manter a saúde dele sob controle. Isso porque, antes de cada doação, o animal é submetido a uma bateria de exames clínicos que irá verificar se o bicho tem alguma doença. O que pode acontecer de detectarem uma doença no início podendo assim tratá-la logo no inicio, aumentando as chances de cura  devido a descoberta precoce da doença graças  ao check up feito antes da doação.

Monitorar a saúde dos Pets facilita a vida do dono, mas o gesto de solidariedade , de querer ajudar ao próximo tranquiliza principalmente quem tem algum animal doente. 

Cuidados

Mas não é porque a doação de sangue vem com um check up que dá para sair oferecendo a veia do seu cachorro por aí.  

E preciso procurar um hospital ou laboratório de confiança, Procurar conhecer o local e o veterinário responsável pelo local com antecedência. “Um animal não adoece por fazer a doação, a menos que o procedimento seja feito de forma incorreta”.

PORTANTO, ATENÇÃO:

Quem tiver o interesse em levar o seu peludo para doar, fique ligado nos critérios:

 Cães:

Pesar no mínimo 25 kg;
Ter entre 1 e 8 anos;
Ser de temperamento dócil;
Estar com vacinação e vermifugação em dia;
Controle de carrapatos e pulgas;
Estar sadio;

Não ser obeso;

Fêmeas não podem estar no cio ou prenhes.

 

Gatos:
pesar mais dou menos 4 quilos (sem ser obeso);
tenha mais de 2 anos de idade;
tenha menos de 8 anos de idade;
esteja com as vacinas e vermifugações em dia;
não seja positivo para FeLV (vírus da leucemia felina), FIV (imunodeficiência felina) e Mycoplasma haemofelis;
de preferência, ser um gato de apartamento (os gatos que moram em casas e têm acesso a jardins são mais propensos a terem tido encontros com gatos de rua);
fêmeas não podem estar prenhes nem no cio;
nunca ter recebido transfusão sanguínea;
possuir temperamento tranquilo.

São realizados, previamente, exames para detecção de doenças que podem estar presentes sem sintomas. Dentre os exames, realiza-se: hemograma, testes para detecção de erliquiose, dirofilariose, Lyme, leishmaniose e brucelose.

Então além de salvar vidas, o cão doador estará também fazendo um check up periódico gratuito, detectando possíveis doenças antes delas se manifestarem. Isso é muito bom!

Locais onde pode ser feita a  doação:

Banco de Sangue Veterinário Hemodog

Rua dos Radialistas, 209 – salas 1 e 2 – (2º andar da Clínica Veterinária Diagnose Animal) Pituba

Tel.: (71) 3011-6846 / (71) 3011-6846

Plantão: (71) 9978.2188

Compartilhar com seus amigos:

Facebook
Google+
Twitter
LinkedIn
WhatsApp
VK
Email
Print

Sedes

Bahia:
71 3391-1348

Sergipe:
79 3214-0368

Pernambuco:
81 3471-5342

Contato

0800 941 12 90

sac@amoedodistribuidora.com.br

Copyright | Todos os direitos reservados | 2019

Não vendemos para Pessoa Física